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segunda, 01 de agosto de 2011
Laranja Mecânica (1971)
por Thaianne Spinassi

No quarto post da coluna escolhi falar de um dos primeiros grandes clássicos que assisti. Trata-se do tão polemico, para sua época, “Laranja Mecânica”, dirigido pelo mestre Stanley Kubrick. Sempre ouvia falar deste filme, mas não compreendia sua grandeza quando mais nova. Assim que comecei a estudar cinema, decidi que este deveria estar em meu top 10 filmes para assistir, e assim o vi.

Laranja Mecânica fala sobre a vida de Alex, um jovem que gosta de música clássica, estupro e ultraviolência. Ele lidera uma gangue de delinquentes que roubam e abusam de outras pessoas. Durante um destes roubos, Alex é preso e usado em um experimento que o faria parar com estes atos, porém acaba se tornando impotente para lidar com a violência que o cerca.

Começarei falando sobre o roteiro do filme. Laranja Mecânica tem um dos melhores, isto em minha opinião, roteiros da história do cinema. O personagem principal do filme, Alex, é um anti-herói, algo que até pouco tempo não era comum de se ver. Kubrick prende o telespectador do começo ao fim mostrando a hipocrisia, o cinismo e o egoísmo de uma sociedade. Além disso, você nunca sabe o que está por vir.

Outro aspecto que faz deste filme um clássico é Malcolm McDowell, que interpreta o jovem Alex DeLarge em uma atuação perfeita. O modo como o personagem age diante a tal violência, com um olhar frio, distante e intimidado, faz dele o ator perfeito para o papel. E não sou eu quem está dizendo isso. O próprio Stanley Kubrick, que não costuma falar sobre seus filmes, disse que caso Malcolm não aceitasse o papel, não rodaria este filme.

Agora falemos da parte que eu mais gosto: a fotografia. Aqueles que conhecem os trabalhos de Kubrick sabem que é ele quem comanda as técnicas de filmagem em seus trabalhos. Seus filmes estão sempre em perfeita sintonia, nas cores, objetos, planos, figurino, tudo se encaixa como um quebra-cabeça. E em Laranja Mecânica não é diferente. Kubrick constrói uma Inglaterra futurista, porém cheia de influencia dos anos 70.

Como falei acima, Alex é fã de música clássica e por isso, Kubrick utiliza do gosto musical do personagem para construir uma contrastante trilha sonora, afinal, assistir a um ato de violência com a 9ª Sinfonia de Bethoveen de fundo faz qualquer um ficar confuso. Além das músicas clássicas, Kubrick ainda montou uma sequencia onde Alex canta a tão famosa “Singin’ in the Rain” do filme “Cantando na Chuva” enquanto pratica um ato de ultraviolência.

Kubrick, que acabara de dirigir “2001- Uma Odisseia no Espaço” quando rodou este filme, inovou e ousou mais uma vez de suas técnicas cinematográficas. Ele é um dos poucos diretores que conseguem fazer o filme que quer do jeito que quer e ser aclamado pelo publico, e por quem trabalha com ele.

Laranja Mecânica recebeu quatro indicações ao Oscar, entre elas de Melhor Filme e Melhor Diretor. Além de também ser indicado ao Globo de Ouro. Por isso e por todo o resto que falei neste post que falo que: “Laranja Mecânica é Cult, inovador e polemico, a mistura perfeita para um clássico”.

Dicas:

“2001 – Uma Odisseia no Espaço”

Não existe um filme melhor para conhecer o trabalho de Stanley Kubrick senão o filme “2001 – Uma Odisseia no Espaço”. Um dos melhores filmes de ficção cientifica de todos os tempos que inova no visual, no artístico e no sociológico. O filme foi lançado em 1968, após cinco anos de produção, e relata a viagem de uma equipe de astronautas a Júpiter para investigar o enigmático monólito na nave Discovery, que é controlado pelo computador HAL 9000. O filme é um Cult, por isso, caso não o entenda, não se preocupe, você não está sozinho. Vale a pena ler sobre o filme antes de assistir.

“O Iluminado”

Um hotel vazio, apenas com três pessoas morando nele, em um lugar distante e isolado: tudo que um filme de terror precisa. “O Iluminado” conta a história de um homem que viaja com sua família para cuidar de um hotel no colorado e que, devido ao isolamento, começa a ter sérios problemas mentais, fazendo o se tornar mais agressivo e perigoso. Com a impecável atuação de Jack Nicholson, este filme pode ser considerado a obra-prima do horror moderno.

 

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COMENTÁRIOS (5)
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comentário por Suzana Sabino - 12/08/2011 às 02:16

Já tinha ouvido falar desse filme, mas só de nome mesmo. Nunca tinha parado para ver a sinopse nem nada disso. A história parece ser fantástica, mas violência não é comigo. Não sei se teria estômago para ver como disse um comentário aqui em cima. Mas como é um clássico, com certeza deve valer bem a pena. Quem sabe um dia eu não assista. :)

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comentário por Tainara Hijaz - 09/08/2011 às 20:28

Eu nunca vi esse filme... Acho que tenho um pouco de medo dele, haha. Dizem que tem cenas um tanto fortes. Mas um dia eu vou ver. Não pode ter tanta fama à toa, né? E é um clássico, e todo clássico merece ser assistido. =) tainarahijaz@hotmail.com

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comentário por Maria Lucia Ventura - 04/08/2011 às 18:32

Nossa, essa coluna é um otimo relembrando o passado. Assisti aos 3 filmes e confesso que adoro “O Iluminado” (mesmo me borrando de medo); a atuação de Jack Nicholson é maravilhosa. Mas confesso que fiquei meio perdida ao tentar lembrar de "Laranja Mecânica"; vi o filme e acho Stanley Kubrick um mestre; mas acho que tenho que ver o fime dnovo para relembrar algumas partes. Otimas dicas pra quem ainda não viu e não conhece ;p

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comentário por Lidiane Carvalho - 04/08/2011 às 12:08

Assisti esse filme no inicio do ano, a professora de psicológia levou ele para fazermos uma análise. E concordo com você, além de se tratar de um anti-herói, o que mais chamava a atenção no filme era justamente não saber o que estava por vim, ele é atipico, principalmente naquela época, acabavamos sem saber o que viria e como nos sentiamos. Acho o cenario futurista, com fugurinos que muitas vezes nos lembrava roupas um pouco mais antiga, assim como as músicas que contrastavam com a cena, fizeram seu papel perfeitamente nós desnortear. Criar um clima de perplexidade.

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comentário por Janice - 01/08/2011 às 22:32

Stanley Kubrick é demais! Qdo assisti pela primeira vez esse filme, quase desliguei o vídeo-cassete (oi?). Chocante, violento, cínico. Resolvi que por se tratar de um clássico, deveria ir até o fim. Vale a pena, com certeza, mas é preciso estômago em certas partes.

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