Neste post escolhi falar de um filme que há muito tempo me falam para assistir, mas até então não tinha colocado muita fé. Estou falando do drama “Garota, Interrompida”, que conta com Winona Ryder e Angelina Jolie no elenco. Diferente do que eu pensava, o filme me prendeu do começo ao fim e por isso foi o meu escolhido da semana. O filme é baseado em fatos reais retirados do livro de Susanna Kaysen.
Susanna é uma jovem que vive nos anos 60 e acaba entrando em conflitos existenciais, por isso é internada em um hospital psiquiátrico. Com a certeza de que está bem, Susanna acaba se rebelando contra todos os médicos do hospital e se alia a sociopata Lisa, com quem constrói uma amizade, e a outras mulheres que se encontram nas mesmas condições que ela.
Com um elenco de peso, podemos dizer que o filme é cem por cento atuação. Todos os personagens estão super ligados à seus papeis e dão o máximo de si. Pontos para Angelina Jolie, que deu um show de interpretação e realmente se entregou a sua personagem, e por isso, levou o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. Além de Angie e Winona, Brittany Murphy e Whoopi Goldberg também merecem destaque pela atuação.
O roteiro do filme é algo que também chama a atenção. Com uma narrativa não linear, o filme é totalmente voltado para a personagem de Susanna. Mesmo tendo outros tantos personagens em segundo plano, nenhum deles é completamente explicado, não há uma história para aquelas mulheres, além de seus problemas. Nem mesmo a história de Lisa, personagem de Angelina Jolie, é totalmente explicado. A história que te prende do começo ao fim.
A trilha sonora é ponto muito forte no filme. Com canções de Simon & Garfunkel, The Mamas & The Papas e Skeeter Davis, para citar algumas, esta trilha sonora, toda dos anos 60, não poderia ter caído melhor para o filme. Ela, junto da atuação de Winona e Angie, é que dão o toque dramático ao filme. Sem ela, tenho certeza que este não passaria de mais um drama comum.
Não há muito o que falar da fotografia, é algo que beira o comum. Já a edição, trouxe uma sequencia muito boa para o filme. A forma de narrativa não linear, acaba deixando o telespectador um pouco confuso no começo, mas isso pode ser justificado com a intenção de trazê-lo para o personagem. Algo que é super válido.
A direção de James Mangold, que irá dirigir o próximo filme do Wolverine, principalmente no quesito atuação, foi excepcional. O filme tinha tudo para ser um dramalhão sem sucesso, afinal, este não é o primeiro nem o último drama que fala sobre esse tema, mas com certeza é um dos poucos que possuem uma história e que foi muito bem trabalhado.
Dicas:
Gia – Fama e Destruição (1998)
Escolhi citar esse filme pois é um outro drama pelo qual Angelina Jolie também é conhecida. A história narra a vida de Gia, que se muda para New York para virar modelo, chamando atenção imediatamente de uma agente. Mesmo com a fama repentina, Gia continua se sentindo solitária e acaba entrando no mundo das drogas. Vale a pena assistir.
Idade da Inocência (1993)
Dirigido por Martin Scorsese, este filme conta com Winona Ryder como atriz coadjuvante, que ganhou o Globo de Ouro por este filme. O filme fala sobre um influente advogado nos anos de 1870 que é noivo de May Welland uma linda socialite, que com a chegada da prima de sua noiva, se vê no meio de um triangulo amoroso. Com o desejo por uma vida com mais paixão, Newland arrisca tudo por uma tentativa de verdadeiro amor.
Esse filme quando vir se tornou um dos meus filmes preferidos realmente ele não e um drama sem graça,a historia ti prende ao começo ao fim não sabia que erra baseado em fatos reais nemque tinha um livro,acho que vou querer le o livro também.