Tinha em mente outro texto, mas a morte do genial cearense de Maranguape mudou-me os trilhos.
Apraz-me pensar nas inúmeras alegrias que me fez passar com suas sempre inteligentes piadas. Diferentemente do que temos hoje, Chico nunca se utilizou de palavrões e nem de frases com duplo sentido. O humor do cearense era de cabra macho, sério.
Humorista, ator, dublador, escritor, compositor e pintor. Tudo isso era Chico. Perdemos um verdadeiro gênio das artes, diria.
Hoje com sua morte estamos todos um pouco mais tristes. Num país de tantas desigualdades, corrupção e maus exemplos, perdemos justamente o sentido da piada.
Os risos vão dar lugar às lágrimas, mas tranquilamente compreendemos que seu espírito lutador será seguido como um grande exemplo. Vamos torcer para que o Brasil jamais esqueça esse seu filho da alegria.
Chico era daqueles que poderia correr o risco de perder um amigo, mas jamais a piada.
Ao longo dos seus 65 anos de carreira, o maranguapense Chico Anysio criou mais de 200 personagens, sendo o humorista de maior destaque no cenário nacional, destacando-se no rádio, TV, cinema e teatro.
Se na vida podemos constatar que nada e ninguém é insubstituível, me atrevo humildemente a dizer que Chico Anysio é.
Certa vez ao ser perguntado sobre a morte, respondeu: “Não tenho medo, tenho pena.”.
Paradoxalmente a tantos momentos felizes, Chico agonizava. De tantas idas e vindas ao hospital, internado havia três meses, não resistiu e morreu. Faria 81 anos no dia 12 de abril.
Obrigado, Chico.
Lindas palavras. Fará uma enorme falta. Sempre Chico. Arrasou Tio! (risos)